Fim de Ciclo no Voleibol Cerquilho: Treinador Marcos Vinicius Avalia a Temporada

A temporada do voleibol terminou e a nossa região mais uma vez se destacou nos torneios, mostrando a força do interior na base.

Vamos hoje entrevistar um dos treinadores que se destacaram na temporada: Marcos Vinicius da Silva, técnico de Cerquilho.

O técnico está encerrando o seu ciclo no comando do voleibol de Cerquilho após cinco anos e que atendeu mais de 300 alunos. Nas palavras dele:

Treinador Marcos: “Encerrar um ciclo nunca é fácil. Mas para que novas portas se abram, algumas precisam ser fechadas, e talvez essa seja a porta mais difícil que eu já fechei. Foram cinco anos que não cabem em palavras, cinco anos que transformaram a mim e muitos à minha volta.”

As palavras do treinador mostram o impacto do esporte na vida daqueles que se dedicam a transformar vidas. Lutam e persistem, criam laços, compartilham vivências e formam seres humanos mesmo diante de dificuldades. Acompanhe a entrevista:

Marcos treinador de cerquilho

Entrevista


Entrevistador: Qual a filosofia de jogo principal que o senhor busca implementar na equipe?

Treinador Marcos: Sobre a filosofia, aqui procuro não pular etapas, porém muitas vezes é necessário quando buscamos o rendimento. Então, desde o primeiro dia de treino, já conversamos sobre a união e determinação: no coletivo, não se ganha sozinho.

Entrevistador: Como é o processo de treinamento semanal da equipe e quais aspectos técnicos/táticos são priorizados?

Treinador Marcos: Aqui o rendimento é bem limitado. É por esse motivo tem que ser muito bem planejado. Temos 5 equipes de competição, 2 femininas e 3 masculinas. Cada equipe treina 1h e 2 vezes na semana. Iniciamos a pré-temporada com muito físico, e do meio para o fim priorizamos o coletivo e o tático. Treinamos em cima de estudo do adversário.

Entrevistador: Qual o maior desafio em manter a motivação e o foco dos atletas ao longo de uma temporada longa?

Treinador Marcos: Aqui em Cerquilho eu trabalho sozinho, desde o social ao competitivo. Vivemos com uma geração complicada e desafiadora, onde “tudo é mais fácil” entre treinar ou ficar no celular. Eu procuro sempre os desafiar, fazer com que eles busquem a excelência, e provando que são capazes, mesmo eu já sabendo que são. Porém, é desafiador motivar o tempo todo.

Entrevistador: Como o senhor avalia o desempenho da sua equipe nesta temporada de vôlei?

Treinador Marcos: Sobre o desempenho… Minha equipe adulta ficou na quarta colocação, era a equipe cogitada a ser campeã, mas vai chegando no final da temporada e vamos perdendo atletas para os compromissos.

O infanto masculino estava no grupo cogitado o mais difícil do campeonato, então, desde o início, já sabiam da importância de cada jogo, e acredito que não teve mais time que jogou quinto set do que a gente. Os quatro melhores times que chegaram à final estavam na mesma chave.

Mirim feminino foi lindo: uma equipe nova, com algumas peças do ano anterior. Porém, saímos do último em 2024 para o segundo em 2025. Foram 17 jogos, 3 derrotas, sendo 1 na final para a grande equipe de Buri, que já tem referência na base. Vencemos Buri nos dois jogos da classificação. Na final, vencemos o primeiro set, estávamos vencendo o segundo set, mas o detalhe no final do set fez a diferença. E no terceiro set, estávamos vencendo também e, novamente, o detalhe fez com que Buri levasse o título. Foi um grande jogo.

Infantil feminino: Uma equipe nova também, porém não se encontrou em quadra. Infantil masculino: A equipe cresceu no final da temporada, aí já não dava mais tempo de buscar a Série Ouro. Fizemos grandes jogos, porém a vitória não vinha. Foram campeões da Série Prata.

Entrevistador: Qual adversário na liga é considerado o mais difícil de enfrentar e por quê?

Treinador Marcos: No adulto, Louveira tinha uma equipe entrosada que treina junto, aí fica difícil. Infanto masculino: Nossa pedra no sapato foi Louveira também, era algo de rivalidade kkk. Infantil masculino: Tinha grandes equipes e a surpresa foi Piracicaba, mesmo Cajamar vencendo a final. Mirim feminino: Buri e Itapetininga, mesmo Barueri sendo cogitado a ser campeão, porém terminou na quarta colocação. Os três finalistas estavam na mesma chave de classificação. Infantil feminino: Santana.

Entrevistador: Na base, como o senhor trabalha a formação psicológica desses jovens atletas?

Treinador Marcos: O trabalho psicológico… Como já comentado, estamos vivendo em uma geração desafiadora. A união do grupo fez com que as coisas pudessem fluir melhor. Então, psicologicamente, todos se ajudavam, e alguns fatores eu conseguia resolver separadamente.

Agradecemos ao Treinador Marcos pelo seu empenho e dedicação ao esporte de base. Uma história forjada no empenho, com lições que ultrapassam as quatro linhas. Parabéns pela dedicação, treinador.

Acompanhe o treinador Marcos no instagram.

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